continuando...
Pedir um whisky numa mesa de bar remete a muitas coisas. Inicialmente, lógico, àquele orgulho típico de bom bebedor, que ainda cheira o whisky pra ver se é um verdadeiro Johnnie Walker. Depois de várias cervejas, se mijarem dentro daquele copo, é capaz de não perceberem! Mas é preciso esses gestos... É orgulho, não é arrogância. Schopenhauer, se não me engano, dizia que orgulho é quando você é algo já definido e claro, não há dúvidas. Arrogância não... arrogância é como se quisessem provar algo para todos. Eles não. Se esforçaram para ser assim... bêbados. Sentem orgulho dos porres homéricos.
O outro lado do whisky é a poesia daquelas pedrinhas de gelo batendo no vidro, tão exaltada por Vinicius, o poetinha. Whisky é poesia por causa do Vinicius, do Cazuza e muitos outros grandes poetas. As bolinhas da cerveja são mais bonitas, porém aquelas pedras de gelo...
Eis que, antes do whisky, chega Cândido, amigo também, e, embora menos alcoólatra, pega um dos copos de cerveja e bebe de um só gole, tentando testar seus limites como o fazem aqueles cachorros pequenos que transam com nossos calcanhares. Já repararam nisso? Se um Fila fosse fazer o mesmo, estaríamos literalmente fodidos! Uma pessoa que realmente bebe jamais pegaria o copo de outro pra beber (a não ser que já estivesse bêbado). No máximo pegaria a garrafa e beberia o resto no gargalo. É o mesmo princípio, pode reparar. Ele está testando seus limites, pois se sabe menor no bar. Então a gente faz cara de nojo (da mesma forma como balançamos a perna para o cachorrinho parar) e pedimos mais um copo (como quem abaixa e diz: olha que bonitinho seu cachorrinho, hehehe). Era coisa típica do Cândido. Ele senta todo esparramado e diz:
- Bicho, você não sabe...
O outro lado do whisky é a poesia daquelas pedrinhas de gelo batendo no vidro, tão exaltada por Vinicius, o poetinha. Whisky é poesia por causa do Vinicius, do Cazuza e muitos outros grandes poetas. As bolinhas da cerveja são mais bonitas, porém aquelas pedras de gelo...
Eis que, antes do whisky, chega Cândido, amigo também, e, embora menos alcoólatra, pega um dos copos de cerveja e bebe de um só gole, tentando testar seus limites como o fazem aqueles cachorros pequenos que transam com nossos calcanhares. Já repararam nisso? Se um Fila fosse fazer o mesmo, estaríamos literalmente fodidos! Uma pessoa que realmente bebe jamais pegaria o copo de outro pra beber (a não ser que já estivesse bêbado). No máximo pegaria a garrafa e beberia o resto no gargalo. É o mesmo princípio, pode reparar. Ele está testando seus limites, pois se sabe menor no bar. Então a gente faz cara de nojo (da mesma forma como balançamos a perna para o cachorrinho parar) e pedimos mais um copo (como quem abaixa e diz: olha que bonitinho seu cachorrinho, hehehe). Era coisa típica do Cândido. Ele senta todo esparramado e diz:
- Bicho, você não sabe...
