Quase sempre bêbados, mas nunca sem razão!

sexta-feira, outubro 21, 2005

memorias de mis putas tristes...

Num bar com uns clientes e meu gerente, um dos clientes disse, citando outro alguém que não me lembro o nome:
"quando a gente transa com uma prostituta não pagamos o sexo. O sexo é de graça. O dinheiro que a gente dá é pra ela ir embora quietinha, não reclamar, não ligar no dia seguinte. Só isso".
Que absurdo. A profissão mais antiga do mundo ainda motivo de chacota nos bares. Coisa feia.
Eu sou contra. Quer dizer, sou a favor... xiiii... contra ou a favor de que? Ah... foda-se.

- Foda-se?! - interveio o diabinho dentro da minha cabeça - Ah não... esse negócio de masturbação é tão feio - disse ele, sobrancelha esquerda arqueada.
- Mas não disse nesse intuito... disse 'foda-se' como força de expressão, somente.
- Mas você estava pensando nisso, não era? - disse ele, olhar inocente.
- Mais ou menos.
- Como assim, 'mais ou menos'?
- Disse 'foda-se' para não ter que concluir o que penso sobre isso.
- Você são complicados...
- Mas e você, Lú, é a favor ou contra?
- A favor ou contra o quê?
- A prostituição!
- Ora... depende.
- Como assim, depende?
- Sou a favor da prostituição alheia, não da minha, hehehehe
- Imagino que não haja prostitutas nos arredores de seu castelo. Em compensação, o que deve ter de freira...
- Isso é verdade.
- Mas e aí, você gastaria dinheiro com prostitutas?
- Ah...
- Tá vendo? Tá vendo?
- Bom, vocês humanos não podem reclamar muito. Parece tudo tão fácil.
- Tudo bem. Mas e o dinheiro gasto em restaurantes, presentinhos... isso sem falar na dor de cabeça e na conta do telefone.
- É...
- ...
- Foda-se - disse o diabinho, e sumiu.